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RICOCHET amplia banimentos de hardware após remover 293 mil contas em 2026

Nova etapa do sistema antitrapaça de Call of Duty reforça a identificação de computadores usados por reincidentes. A Activision também afirma que quase todas as punições são baseadas em dados internos, e não apenas em vídeos publicados pela

RICOCHET amplia banimentos de hardware após remover 293 mil contas em 2026

A Activision anunciou uma nova expansão do RICOCHET Anti-Cheat para combater trapaças em Call of Duty: Black Ops 7 e Warzone. A atualização da Temporada 5 reforça principalmente os banimentos de hardware, dificultando que jogadores punidos retornem rapidamente utilizando uma conta diferente.

Segundo informações divulgadas pelo perfil oficial Call of Duty Updates, o RICOCHET removeu mais de 293 mil contas entre janeiro e junho de 2026. A empresa afirma que também está aprimorando os mecanismos usados para relacionar reincidentes aos equipamentos empregados durante as infrações. 

O banimento de hardware procura identificar características do computador associado à conta infratora. Dessa forma, criar outro perfil pode não ser suficiente para retornar às partidas.

A Activision não detalha publicamente todos os componentes analisados. Essa limitação é intencional, pois revelar o funcionamento completo facilitaria a criação de métodos para contornar o sistema.

Temporada 5 mira trapaças mais discretas

A atualização responde principalmente ao crescimento de ferramentas utilizadas de maneira menos evidente no Jogo por Ranking.

Em vez de manter recursos como mira automática ligados durante toda a partida, alguns infratores ativam vantagens apenas em momentos específicos. Esse comportamento pode tornar a análise visual mais difícil, principalmente quando o jogador tenta simular movimentos naturais.

O RICOCHET combina proteções executadas no computador, análise dos servidores, denúncias feitas dentro do jogo e investigações realizadas pela equipe de segurança. No PC, o sistema também utiliza um driver em nível de kernel enquanto Call of Duty está aberto para identificar programas não autorizados. 

A Activision afirma que os banimentos nem sempre acontecem imediatamente após a detecção. Em alguns casos, a equipe pode atrasar a punição para evitar que os desenvolvedores de cheats descubram rapidamente qual comportamento ou versão do programa foi identificado.

Vídeos representam apenas uma pequena parte das punições

A nova atualização também procura explicar por que determinados vídeos publicados nas redes sociais não resultam imediatamente em um banimento visível.

De acordo com os dados apresentados pela Activision, clipes públicos e publicações da comunidade estão relacionados a aproximadamente 0,11% das ações de fiscalização. Os outros 99,89% seriam resultado de dados de detecção, denúncias internas, investigações e monitoramento realizado pelo próprio sistema. 

Isso não significa que os vídeos sejam ignorados. Eles podem indicar casos que precisam de análise adicional, mas não representam a principal fonte utilizada para aplicar as punições.

A empresa também lembra que uma gravação isolada nem sempre é suficiente para comprovar o uso de programas proibidos. Problemas de conexão, KillCam imprecisa, diferenças de latência e movimentações incomuns podem criar situações visualmente suspeitas.

Verificação do computador já limita algumas partidas

A expansão dos banimentos de hardware acontece após o RICOCHET endurecer as exigências de segurança para jogadores de PC.

Na Temporada 4, a Activision ampliou o uso da Microsoft Azure Attestation, tecnologia que verifica remotamente se o computador foi iniciado em uma condição considerada confiável.

Jogadores que não passam pela verificação são colocados em um grupo separado e recebem acesso limitado às listas de partidas. Em Black Ops 7, esses usuários ficam restritos a Nuketown 24/7. No Warzone, o acesso fica limitado ao Battle Royale Casual. 

O sistema trabalha junto com recursos como TPM 2.0 e Secure Boot. Essas tecnologias ajudam a verificar se programas ou drivers não autorizados foram carregados durante a inicialização do Windows.

A Activision afirma que a atestação não acessa documentos, senhas ou arquivos pessoais. A verificação analisa o estado de segurança do sistema, enquanto o driver do RICOCHET funciona somente quando o jogo está aberto. 

Cronus e XIM continuam na mira

O RICOCHET também vem ampliando as detecções contra dispositivos como Cronus Zen e XIM Matrix.

Esses equipamentos podem modificar os comandos enviados ao jogo, automatizando controle de recuo ou alterando o funcionamento da assistência de mira. A Activision considera o uso dessas vantagens uma forma de trapaça, mesmo quando os produtos são vendidos normalmente em lojas. 

As detecções não dependem apenas da identificação do aparelho conectado. O sistema analisa o ritmo, a consistência e a precisão dos comandos para procurar padrões que dificilmente seriam produzidos por uma pessoa utilizando um controle ou mouse comum.

A Activision reconhece que nenhuma atualização elimina completamente as trapaças. O objetivo da Temporada 5 é elevar o custo e a dificuldade para reincidentes, combinando banimentos de contas, identificação de hardware e verificações de integridade do computador.

Para os jogadores de Warzone e Black Ops 7, o resultado dependerá da rapidez com que o RICOCHET conseguirá adaptar as detecções às novas ferramentas. A marca de 293 mil contas removidas mostra uma operação em grande escala, mas também confirma que a disputa contra desenvolvedores de cheats continua ativa.

Fontes:

  • Call of Duty Updates – Dados sobre mais de 293 mil contas banidas em 2026 e expansão dos banimentos de hardware na Temporada 5.
  • Call of Duty Blog – Atualização oficial do RICOCHET para a Temporada 4 e uso da Microsoft Azure Attestation.
  • Call of Duty Blog – Detecções contra Cronus Zen, XIM Matrix e comandos modificados por dispositivos externos.
  • GamesRadar – Cobertura da atualização do RICOCHET e dos novos mecanismos voltados ao Jogo por Ranking.
  • Yahoo Tech – Reprodução das informações divulgadas pela Activision sobre banimentos, denúncias e monitoramento interno.
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